AMAVALES ENTREGA IMPORTANTE PROJETO AO CBH-RB

Thaís Nunes - 17 julho de 2017

O CBH-RB - Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul do Estado de São Paulo, em 30 de junho, recebeu das mãos do geólogo Pablo de Andres, o projeto “Elaboração do Mapa de Zoneamento da Vulnerabilidade Natural dos Aquíferos da UGRHI-11” (Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos n° 11) executado pela AMAVALES – Associação dos Mineradores de Areia do Vale do Ribeira e Baixada Santista.

Este projeto foi coordenado pelos consultores geólogos Dr. Luiz Fernando Scheibe e Dr. Arlei Benedito Macedo, além de equipe técnica contratada formada por analistas de sistemas, profissionais das áreas de geociências, educação ambiental e de apoio administrativo, tendo ainda a colaboração do Prof. Dr. Arthur Schmidt Nanni e do geógrafo Luciano Augusto Henning, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina.

O mapeamento da situação da região do Vale do Ribeira, localizada no sul do estado de São Paulo e no leste do estado do Paraná, é uma poderosa ferramenta para a comunicação entre os hidrogeólogos e os demais interessados no planejamento dos recursos hídricos e do uso da terra. Foram utilizadas técnicas modernas de geoprocessamento para obtenção de resultados que se dividem em cinco classes: insignificante, baixa, média, alta, extrema e área total.

Geólogo Pablo de Andres entregando o relatório do projeto a Wilson Lima, presidente do CBH-RB. (Foto: Divulgação)

De acordo com o geólogo Pablo de Andres, “os relatórios de situação que são feitos anualmente tem apontado sistematicamente contaminações nas águas captadas de poços profundos, principalmente pela SABESP - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo S.A.. Ela faz o tratamento antes de distribuir, mas outras captações particulares não tem esse cuidado. Há muitos locais onde as escolas de bairros mais afastados recorrem à captação subterrânea. O zoneamento da vulnerabilidade é o primeiro passo para minimizar este problema e indicar os locais mais vulneráveis e, portanto, onde o cuidado do órgão licenciador deve ser maior ao autorizar as captações”.

O levantamento de informações e geração de mapas acerca da poluição dos aquíferos da UGRHI-11 contou com recursos do FEHIDRO - Fundo Estadual de Recursos Hídricos. Segundo Pablo, “esses dados vão auxiliar bastante na prevenção do uso de águas contaminadas provenientes dos aquíferos da região na medida em que as zonas mais vulneráveis à contaminação vão ser ‘olhadas’ com muito mais cuidado e os órgãos licenciadores deverão exigir análises mais rigorosas para as captações localizadas nessas áreas”. Todo material produzido pode ser baixado sem custo no site (www.sigrb.com.br) mediante cadastro prévio.

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