DESAFIOS DA MINERAÇÃO BRASILEIRA

Thaís Nunes - 18 junho de 2019

Tragédias envolvendo mineradoras, como as que ocorreram nos municípios de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, têm levantado questionamentos sobre a imagem do setor, o desempenho e a ascensão da indústria extrativa mineral brasileira. O aumento do nível de incerteza relacionado à barragem da Vale, em Barão de Cocais (a 93 km de Belo Horizonte), também corroborou para deterioração da imagem do setor junto à sociedade. Em qualquer site de notícias é possível observar a conotação negativa que se associou ao setor mineral devido às pautas envolvendo as barragens da Vale. Mas a mineração brasileira não é só isso!

A extração de bens minerais oferece riscos, como muitas outras atividades, que, por sua vez, podem ser minimizados mediante o correto planejamento da exploração mineral, controle e fiscalização da atividade. Embora a empresa seja responsável pela rotina do empreendimento, os órgãos públicos envolvidos também possuem suas incumbências. Por isso, o setor vem sofrendo algumas mudanças tanto na legislação quanto nas rotinas e procedimentos. Tudo para reduzir falhas, aperfeiçoar a gestão empresarial, angariar investimentos e, principalmente, alavancar a economia nacional que caminha a passos lentos.

A ruptura da barragem de Brumadinho (MG) teve impacto tanto na imagem, quanto no desempenho do setor frente à economia. Segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a indústria extrativa mineral apresentou queda de 3% no primeiro trimestre de 2019 por influencia da ruptura da barragem em janeiro. Além disso, os dados apontam também que a soma dos bens e serviços produzidos no país recuou 0,2% no primeiro trimestre de 2019 em comparação ao quarto trimestre de 2018. Com base nisso, é possível comprovar a representatividade da mineração para manutenção da economia, assim como para o avanço tecnológico em todos os setores.

Afinal, as novas tecnologias precisam obrigatoriamente de bens minerais, embora o processo de beneficiamento necessite urgentemente de inovação e novos recursos tecnológicos. É uma via de mão dupla. O smartphone da Apple, por exemplo, pode conter pequenas quantidades de ouro, prata, paládio, platina, alumínio e cobre substâncias essas que são extraídas por meio das operações de lavra. Mas quantas pessoas sabem disso? Quais são as informações que chegam primeiro ao imaginário popular?

É responsabilidade tanto dos empreendedores, quanto dos órgãos reguladores e demais setores envolvidos criar mecanismos para estreitar a relação com a sociedade, desmistificar informações e reduzir estereótipos acerca da atividade, pois a mineração é indispensável e estará assegurada desde que consiga transparência e investimentos para desenvolver novas tecnologias que aprimorem as rotinas e mantenham os empreendimentos, a população e o meio ambiente cada vez mais seguros. É como afirma Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), "quanto mais desenvolvida a mineração em um país, maior a expectativa de se assegurar conforto e atendimento às crescentes necessidades da população".

Beneficiamento de areia em Igarapava (Foto: Divulgação)

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